As pesquisas eleitorais no Brasil são tão verdadeiras como a conquista da Cinderela

30 de agosto de 2018

Amigos ouvintes e leitores, o TSE, na qualidade de autoridade máxima da legislação eleitoral do Brasil, bem como de seu funcionamento, deveria tratar com mais rigor, e já passou da hora de fazê-lo, as pesquisas eleitorais neste país. A pesquisa eleitoral no Brasil não deve ser tratada da forma como vem fazendo os principais institutos de pesquisa há quase 4 décadas. O Datafolha, por exemplo, brinca com a inteligência dos brasileiros. Esse instituto mais erra do que acerta nas eleições, e a cada dois anos aparece se vendendo como verdade absoluta. O Datafolha errou em pesquisa para governo de Manaus, de São Paulo, da Bahia, nas eleições presidenciais de 2014, entre tantos outros casos.

Parece bizarro, mas o Datafolha publicou uma pesquisa em 31 de janeiro deste ano, na qual a soma deu 101%. Ora, se os caras erram em uma contagem basilar de matemática, o que mais eles estariam fazendo de errado? Agora esse mesmo Datafolha, na última pesquisa de 22 de agosto, diz que Lula tem 39% das intenções de voto, na qualidade de preso, condenado, e impedido pela lei da ficha limpa de participar do pleito eleitoral brasileiro. Gente, vamos pensar! As eleições presidenciais para o PT nunca foram fáceis: 2002 e 2006 com Lula, 2010 e 2014 com Dilma, sempre com dificuldades, o PT nunca venceu em 1º turno. E como o Lula agora, um chefe de quadrilha, teria uma diferença dessas na condição em que se encontra?

A justiça brasileira tem de ser mais enérgica na fiscalização! É preciso lembrar que os partidos pautam suas as alianças com base no que dizem esses institutos. Sem contar que suas pesquisas determinam quais serão os entrevistados da TV, além de induzirem cidadãos mais simples ao erro. E afinal, esses institutos estão cumprindo regras internacionais de pesquisa quanto à sua metodologia? Ou estão fazendo cada um do seu modo, conforme suas tendências? Vamos parar com esse faz de conta! Os brasileiros agora têm mais informação do que nunca. Para você ter ideia, o Yahoo fez um levantamento em 8 de outubro 2014 e descobriu que, naquela eleição, o Datafolha errou 63% das previsões de intenção de votos válidos para cargos executivos, envolvendo os principais candidatos no primeiro turno.

Meus amigos, o jogo eleitoral no Brasil envolve estratégias de vestiário não vistas por nós, meros torcedores de arquibancada. A preferência do Datafolha por Lula não começou agora. Os candidatos estão de mãos dadas para tirar a vantagem popular de Jair Bolsonaro. A notícia dos 39% de Lula está agradando Alckmin, Ciro e Marina, porque nenhum deles é capaz de tirar a frente de Bolsonaro. Então eles pensam: Deixe o Brasil acreditar que Lula tem 39%; como ele não será candidato aprovado, a gente sobrevive até lá com chances de um de nós, quem sabe, achar um lugarzinho no segundo turno.

Mas esse conto de fadas, narrado pelo Datafolha, só acabará no fim da noite de 7 de outubro, quando o mundo de fantasias cessará e a verdade assumirá o seu lugar, acordando os sonhadores dos seus sonhos e envergonhando mais uma vez os mentirosos dos números.

 

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