COMENTÁRIO: Bolsonaro cria desconforto histórico e ao vivo para a Globo e seus jornalistas

8 de agosto de 2018

O deputado e candidato a presidente Jair Bolsonaro foi o presidenciável convidado da Globo News da última sexta-feira, dia 03. A equipe de jornalismo, agora criticada nas principais redes sociais, foi composta por grandes nomes do jornalismo brasileiro, entre eles: Miriam Leitão, Gerson camarote e Roberto D`avila. A globo criou uma arena profissional que mais pareceu um pelotão de fuzilamento montado para intimidar qualquer simples mortal.

A entrevista, que já decorria fora do esperado pela emissora, devido ao jeito peculiar do candidato em questão, teve seu auge catastrófico quando o Jornalista Roberto D’avila, em uma tentativa infeliz de complicar Bolsonaro, desferiu: “É claro que houve ditadura no Brasil e o senhor nega. Como nós podemos imaginar  que  não vai haver atos ditatoriais, já que o senhor considera que não houve ditadura no Brasil?”  Bolsonaro respondeu à pergunta fazendo menção doeditorial de 7 de outubro de 1984, de Roberto Marinho, fundador da Globo, hoje falecido, o qual exaltava o regime militar bem como as conquistas obtidas na época pela intervenção.

A resposta de Bolsonaro foi como uma bomba para a equipe de jornalistas presentes e um estouro de perturbação para a produção oculta, que agoniza com a busca de argumentos defensivos atrás do cenário. Naquele momento, o candidato pegava a Globo de calças curtas porque o argumento de defesa não estava no teleprompter e nem nos scripts tendenciosos dos jornalistas de plantão. Então, ainda no decorrer do programa, Miriam Leitão resolveu reformular a pergunta, mas o estrago já estava feito. E logo a globo, hein, que chama a intervenção militar de 64 de ditadura e amedronta o país com a figura de Bolsonaro com uma possível volta ao regime? Agora também é acusada com provas impossíveis de serem negadas.

Na volta do intervalo, a coisa ficou bem pior! É que, como não houve tempo para criar uma história daquelas que a Globo sabe inventar muito bem, o jeito que a produção arrumou foi fazer um ditado de palavras no ponto eletrônico da apresentadora Mirian Leitão, que teve um ataque patológico de gagueira e tremura ao repetir o que ouvia no minúsculo aparelho conectado ao seu ouvido. Veja com seus próprios olhos nas imagens do youtube… Como deu para perceber, a resposta da jornalista não foi nada convincente. Quando ela diz que a Globo se pronunciou, em 2013, ao declarar que foi um erro ter apoiado o que chamam de ditadura, se esqueceu de dizer também que Roberto Marinho faleceu em 2003 e que a nota que não consertou nada é de 2013. O velho Roberto deve ter se revirado no túmulo por ver que sua opinião estava sendo atacada por sua própria emissora.

Amigos ouvintes e leitores, A rede Globo, como sempre, nas eleições, faz suas escolhas veladas, e agora não é diferente. A emissora passou a ocultar as pesquisas de intenção de voto para não falar quem de fato está na frente. Recentemente, ressuscitou jornalisticamente, em seus meios de comunicação, o caso Vladimir Herzog, jornalista supostamente assassinado no regime militar, entre outros. Lá em casa, quando algum dos meus irmãos estava passando dos limites na hora de se alimentar, minha mãe dizia: “cuidado, menino, porque peixe morre é pela boca”. E a globo, nesta última semana, foi pega pelo que disse um dia.

O programa de entrevista da Globo aos presidenciáveis vem sendo mesmo um motivo de declínio para os interesses da poderosa. Mas o Brasil que pensa já está acostumado com pessoas e organizações que não sustentam o que falam. Brasil, esta você pode publicar! A globo apoiou a revolução de 64! E isso não é fake, é fato!

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