Não tenho mais tempo

3 de abril de 2018

Por Gilaelson

Hoje percebi que já não vale mais a pena lutar por quem insiste em não querer. Mesmo amando pessoas, passei a entender ser perda de tempo insistir com quem faz de sua vontade o caminho inverso ao de uma mão estendida. Por isso, decidi que:

Não tenho mais tempo para entendimentos retrógrados que não querem avançar e mentes que relutam em não ceder à verdade.

Não tenho mais tempo para acariciar, mimar e beijar a quem decidiu viver sem falar a linguagem do afeto.

Não tenho mais tempo para escrever artigos, frases e sermões para quem não quer fazer uma leitura lúcida e verdadeira dos fatos. Ou ainda, uma análise mais amadurecida da vida.

Não tenho mais tempo para subir nos púlpitos dos inconversos que não querem ouvir o discurso correto e a proclamação da liberdade.

Não tenho mais tempo para gastar com os que não querem pensar junto comigo e se aliar à sabedoria.

Não tenho mais tempo para falar de religião e andar com os que só querem enxergar a verdade mediante as lentes das “armações” eclesiásticas.

Não tenho mais tempo para ouvir os que pensam que sabem ensinar.

Não tenho mais tempo para desperdiçar energia e investir recursos com quem não irá valorizar ou fazer valer o meu esforço.

Não tenho mais tempo para esperar os que protelam decisões importantes e, debalde, adiam escolhas corretas.

Não tenho mais tempo para ver posts e assistir lives dos cérebros insanos e exibicionistas das redes sociais.

Não tenho mais tempo para mudar o mundo como imaginei em minha adolescência. Por isso, escolhi arrastar somente os dois ou três que ainda andam perto de mim.

Não tenho mais tempo para correr atrás da riqueza, como anteriormente desejou o meu ego. Agora, prefiro o pouco do sossego e os bens da paz de espírito ao montante da ganância.

Não tenho mais tempo a perder com amizades que não somam, relações que não confortam, mãos que não aquecem, amigos que poderiam estar perto, mas que preferem aparecer somente em descrições da internet.

Não tenho mais tempo para dar atenção a ciúmes, vaidades e invejas, como fazia no jardim da infância.

Não tenho mais tempo para esperar mudanças que nunca chegam e escutar promessas que sempre fracassam.

Eu não tenho mais tempo para falar o óbvio, prefiro soletrar o desconhecido, balbuciar o conhecimento, mesmo que ainda distante, e usar minha diligência à procura do saber não revelado. Pelo menos, assim, estarei abrindo as portas para a inteligência e me assentando no divã da sabedoria.

Não tenho mais tempo para reuniões que não reúnem, encontros que não somam, ajuntamentos que só pioram pessoas e aglomerações que sufocam minha liberdade.

Não tenho mais tempo para desperdiçar o meu amor com quem não gosta de mim e só me enrola, a fim de me manter por perto para que sejam alcançados seus interesses singulares.

Não tenho mais tempo para conversas sem proveito, papos vazios e ideias sem nexo.

Não tenho mais tempo para brigar, me estressar e perder o controle por enredos com finais já conhecidos.

Não tenho mais tempo para me preocupar com os que desaprovam minha pregação, decidi não refutá-los mais. Afinal, eles sempre encontram desculpas.

Eu não tenho mais tempo porque me tornei um homem. Tenho um passado a refletir, um presente clamando por escolhas responsáveis e um pouco de futuro aguardando o meu melhor.

Por favor, não me pergunte o porquê de nenhuma dessas frases aqui apresentadas. Eu não tenho mais tempo para repetições; por isso, tenho falado clara e abertamente o que penso.

Agora, peço licença, preciso seguir em frente, pois não tenho mais tempo.

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