O que espero do Brasil com o novo governo

30 de outubro de 2018

 

 

Por Gilaelson

Quem tem lido as reflexões que escrevo, sabe que não costumo ser romântico em minhas análises da vida e que estou longe de esperar que o Brasil vire um paraíso com o governo Bolsonaro. Mas, antes de entrar propriamente na questão, devo lembrar que vivemos dias intensos e tensos nestes últimos meses de eleição. Isso porque o que estava em jogo não era a vitória do partido A ou B, e sim o futuro real de uma nação nos termos econômico, ético e moral, o que definitivamente fez a população se levantar contra os desmandos dos últimos 13 anos.

 Não creio que a mudança de uma nação seja feita por um só homem. Acredito na mobilização de todos, quando estes contribuem para a mudança do discurso e realizam a transformação com a eficácia da prática. E foi a isso que demos início neste último dia 28. A população se levantou e removeu aqueles que fizeram do país uma indústria de bandidos e das nossas riquezas um bem particular.

É notório que o Brasil perdeu os rumos de uma nação sóbria e admirável. Estamos endividados, sem credibilidade no mercado; nossa educação atualmente não quer dizer nada em relação à dos países mais avançados. Nossas escolas se tornaram um ambiente promíscuo em todos os sentidos possíveis e nossos professores estão a serviço de uma ideologia que emburrece os indivíduos e destrói a família. A corrupção política e judiciária alcançou níveis alarmantes e o povo gritou com dores.

 Acredito que este novo governo será marcado por colocar um freio no sistema de corrupção que atua no país há décadas, como confessaram os líderes da Odebrecht. Isso, por si só, já irá fazer o país respirar um ar mais puro. Vejo também com bons olhos a possibilidade de os ministérios não serem distribuídos a partidos o que é novo na república, aliás, este é mais um vício que já pode ter sido removido nesta eleição. A partir daí, podemos esperar pessoas capazes nos cargos, as quais terão a chance de fazer, dentro de suas especialidades, as coisas acontecerem.

Com a filosofia liberal que parece ser a política econômica adotada pelo governo Bolsonaro, vem a privatização das estatais, o que pode gerar lucro para o Brasil, diminuindo o controle do estado sobre empresas que este não tem a capacidade de administrar, as quais agonizam há mais de trinta anos em sérios prejuízos. Não menos importante é a necessidade da reforma da previdência, que parece se tornar uma realidade ainda no primeiro ano de governo. A reforma da previdência é a espinha dorsal do equilíbrio para o Brasil e, com a força política com que o governo Bolsonaro chega ao congresso, é bem provável que a mesma seja aprovada o mais rápido possível, o que fará o Brasil ver novos horizontes.

Ainda na economia, a boa notícia da redução de impostos para empresas, da desburocratização do processo na abertura de CNPJ, além da redução de impostos para o cidadão comum que ganha até 5 salários, traz a esperança de que o Brasil dê saltos mais ousados. Mas me preocupa o fato de não ter ouvido falar na reforma tributária, que é fundamental para o país que se arrasta nesse ponto. Porém, estamos só no começo.

Estou esperando também uma nova proposta para a escola, pois a atual está comprometida ideologicamente e sem estrutura adequada para um funcionamento correto. Nossos professores são desvalorizados pelo governo e desrespeitados pelos alunos e isso vem desencadeando uma crise sem precedentes na educação brasileira. Muitos professores abandonaram a sala de aula, temendo por suas próprias vidas. Um caos! Acredito que esse governo pode dar início a um resgate moral, ético e do próprio saber em nossa escola.

Não é milagre! São ações pontuais como essas que, se aplicadas como prometidas, trarão mudanças significativas que irão melhorar a nossa nação e colocá-la novamente em seus trilhos.

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