Antes de apontar alguém, não se esqueça dos seus poréns

março 25, 2019

Você já deve ter ouvido ou lido algo do tipo: “Fulano é inteligente, mas…” E é esse, mas, que abriga os poréns que todos nós, sem exceções, carregamos ao longo da vida. São eles que nos tornam indignos de apontarmos os defeitos dos outros.

Vou lhe contar uma pequena história bíblica que vai lhe trazer uma boa reflexão. Havia um homem chamado Naamã, chefe do exército sírio, nos tempos do profeta Eliseu. Naamã era um general experimentado na guerra, colecionava muitas vitórias; sua fama se espalhava por toda a terra, dada a sua habilidade de conduzir e ganhar batalhas. Porém, Naamã era leproso. A hanseníase que conhecemos hoje. Doença considerada pela civilização da época como uma maldição dos deuses.

Imagine quando Naamã chegava em casa vitorioso, depois de ter sido aclamado pela multidão, tirava as suas vestes e via sua lepra. Logo Naamã, que para muitos era um homem tão admirável! Mas, já para quem convivia com ele, um corpo leproso. Todos, sem exceção, somos assim: temos o lado admirável e o outro que não queremos publicar. Mas não adianta, no dia a dia das relações ou pelo estica e puxa da vida, muitos dos nossos poréns, escapam e o nosso lado frágil, inconsequente, rebelde, imaturo e vicioso, acaba por vir à tona.

Observe, nós passamos a vida inteira ouvindo as pessoas dizerem das outras: “Fulano de tal tem os olhos lindos; porém, o nariz…”, “Ciclano é gente boa; porém, mexeu no calo dele…”, “Beltrana tem o rostinho bonito; porém, possui um gênio…”, “Fulano é inteligentíssimo; porém, muito vaidoso.”, “Ciclano é trabalhador; porém, mente que é uma beleza.”. E assim sucessivamente. Todos nós carregamos os prós e os contras, porque ninguém é perfeito. As pessoas têm o seu bem e os seus males; de modo que esses poréns, existem para que ninguém se vanglorie diante do outro.

Mas, se você quer viver bem com quem está a sua volta? Então comece aceitando os poréns dessas pessoas. É verdade que alguns desses poréns, às vezes, são atenuados; os seres humanos podem ser educados, treinados e até convertidos em relação aos seus atos. Porém, enquanto isso não ocorre, aceite-os como são ou estão. Lembre-se de que você também tem os seus poréns, e imagine o esforço que algumas pessoas fizeram e fazem para mantê-lo por perto?  Ou você é daqueles que carregam a ilusão da perfeição em si mesmo?

Talvez algum dia você descubra que o melhor da vida não é amar as pessoas porque possuem determinadas qualidades, mas que o sabor da existência está em amar alguém, justamente por causa de suas incapacidades. Você pode me perguntar: “tem alguma vantagem em se dedicar a alguém que não muda?” Você já se perguntou por qual motivo você quer tanto a mudança desse alguém? Será que não é para satisfazer a você mesmo? Ainda assim, você pode indagar: “vale a pena lutar por uma pessoa, quando depois de um período a gente não vê resultados?”

Mas, se você quer viver bem com quem está a sua volta? Então, comece aceitando os poréns de tais pessoas. É verdade que alguns desses poréns, às vezes, são atenuados; os seres humanos podem ser educados, treinados e até convertidos em relação aos seus atos. Porém, enquanto isso não ocorre, aceite-os como são ou estão. Lembre-se de que você também tem os seus poréns, e imagine o esforço que algumas pessoas fizeram e fazem para mantê-lo por perto?  Ou você é daqueles que carregam a ilusão da perfeição em si mesmo?

Talvez algum dia você descubra que o melhor da vida não é amar as pessoas porque possuem determinadas qualidades, mas que o sabor da existência está em amar alguém, justamente por causa de suas incapacidades. Você pode me perguntar: “tem alguma vantagem em se dedicar a alguém que não muda?” Você já se perguntou por qual motivo você quer tanto a mudança desse alguém? Será que não é para satisfazer a você mesmo? Ainda assim, você pode indagar: “vale a pena lutar por uma pessoa, quando depois de um período a gente não vê resultados?”

Eu respondo: Quando falamos em relações pessoais, o mais importante não é ver resultados. Muitas vezes, eles não aparecem mesmo! Porém, o que mais importa é chegar ao fim de cada ciclo, olhar nos olhos de quem conviveu com você e ter a certeza de que, independentemente de qualquer resposta positiva aos seus anseios, você simplesmente amou.

 

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