De onde vieram suas verdades?

abril 19, 2019

Reconheço a complexidade do tema, mas não posso deixar de pontuar aqui leituras e percepções sobre o que vi na vida. Como radialista, tenho conduzido um programa de debates há 11 anos, o qual vem discutindo valores morais, éticos e espirituais diariamente. E, entre os objetivos do programa, está o de questionar convicções. E é nesse terreno que a desilusão com os fundamentos recebidos tende a aparecer.

As verdades humanas podem vir de várias fontes, inclusive a autoverdade. Aquela que as pessoas mesmas criam e que definem como regras particulares. Prática bem corriqueira em nossos dias. Na minha experiência, vi que algumas pessoas, quando têm suas verdades postas à prova ou questionadas, reagem das mais diversas maneiras possíveis. Algumas ficam nervosas, porque se sentem agredidas com o pedido de explicações mais convincentes; outras recorrem a antepassados que transmitiram equivocadamente “verdades” sem lastros que acabaram sendo o guia de suas próprias existências.

Há aquelas pessoas também que, quando questionadas, defendem apaixonadamente o que não colocaram à prova como uma espécie de paixão hereditária que nutrem, mas sem solidez. Você já parou para pensar na possibilidade de ter aprendido errado? Será que as suas verdades resistem a alguns segundos, se colocadas frente a frente com a verdade maior? As suas verdades são verdades baseadas em Deus, religiosas, ou meramente humanas? Suas verdades foram construídas à base de leituras, estudos e questionamentos ou simplesmente aderidas cegamente após alguém tê-las comunicado a você?

Nessa revisão de fundamentos, precisamos saber se as nossas verdades são realmente convicções, isto é, pensamentos ou crenças provadas, experimentadas, confirmadas e calçadas com a verdade maior ou apenas a defesa de uma orientação de antepassados, os quais simplesmente repetiram o que ouviram.

Para obtermos uma resposta mais robusta sobre o tema, precisamos analisar o termo “verdade” a partir do artigo definido que o antecede: “A verdade”. A partir daí, nossas “verdades” poderão ou não resistir. “A verdade” para os cristãos é Jesus e dele deve proceder todas as nossas convicções. Qualquer verdade que não se embasa Nele, Jesus, não pode ser considerada como tal, porque não há conexão com a verdade principal.

Mas você pode perguntar: E quando uma “verdade” falsa ou equivocada é defendida como sendo oriunda da verdade maior? Respondo: isso é bastante comum. Porém, toda verdade derivada ou não da verdade maior precisa ser colocada à prova, de modo que, se alguma verdade humana se nega ser submetida à análise, logo tal verdade não pode ser considerada, porque esse comportamento não tem parte com a razão maior, que é Jesus Cristo, o qual colocou sua própria doutrina à prova.

Entenda! Deus não tem problema nenhum em ser questionado, por algo que disse ou por alguma coisa que fez, porque tudo o que Deus faz é bom e tudo o que Deus diz é verdade. Logo, toda a verdade que procede dele ou Nele tem sua referência, também deve seguir a mesma linha, ou seja, sem medo ou preocupação de ser questionada pelo simples fato de ser verdade

 

 

 

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